... e rasga meu peito como se fosse um cetim
e com jeitim me oferece um novo de seda
mas o que fica é sempre a dor da perda
que eu disfarço, vestindo teu carrasco
virando mais um arlequim...
As avenidas, em linhas largas, transbordam em multidão. As ruas, de curvas magras, inventam a direção. O beco, não. É pequeno, egoísta, quer chamar atenção. Forte, fraco, carente e brigão. Todo mundo tem um beco. Um lugar deixado pra lá. Uma mania torta. Louca pra se mostrar. E não há nada mais gostoso. Do que quando, num segundo de olhar A gente descobre no outro. Um beco pra se morar.
terça-feira, 9 de março de 2010
terça-feira, 28 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Bárbara
Não vejo graça na bárbara graça do Rio
E até sorrio um sorriso capenga
Que de saudade já não há quem entenda
Melhor do que a fenda vigiando meus olhos
Digo; até sinto culpa pelo desdém
Mas, lugar nem ninguém tem beleza completa
Quiçá passos encantados de borboleta
Como ela tem
Vejo pouca graça na bárbara graça do Rio
Mas o navio do sorriso brilhante já aponta na Guanabara
E da fenda, saltitante abraço, quase concreto
De certo colorindo o caminho
Chegando enfim, calando os braços abertos
Me enchendo de carinho
E a bárbara graça do Rio se rende
E se estende para a graça de Bárbara
E a graça de Bárbara entende
Que sem ela não sou nada
E até sorrio um sorriso capenga
Que de saudade já não há quem entenda
Melhor do que a fenda vigiando meus olhos
Digo; até sinto culpa pelo desdém
Mas, lugar nem ninguém tem beleza completa
Quiçá passos encantados de borboleta
Como ela tem
Vejo pouca graça na bárbara graça do Rio
Mas o navio do sorriso brilhante já aponta na Guanabara
E da fenda, saltitante abraço, quase concreto
De certo colorindo o caminho
Chegando enfim, calando os braços abertos
Me enchendo de carinho
E a bárbara graça do Rio se rende
E se estende para a graça de Bárbara
E a graça de Bárbara entende
Que sem ela não sou nada
terça-feira, 16 de junho de 2009
Te pego pela mão pequena
Serena, sem tremor
A mais bonita que já vi
Te levo pela praia
Mesmo com a vaia de gente feia
Ipanema nos sorri
E agradeço baixinho ao Cristo,
Visto que Ele é o ouvido de Deus,
Por te ter ali
A pedra da Gavea nos chama
Vira logo cama
E a gente despenca sem para-quedas
E o medo de morte não aparece
Porque nosso amor amortece o choque
A gente levanta e dá mais um beijinho
E diz baixinho, um pro outro,
O quanto ama.
Serena, sem tremor
A mais bonita que já vi
Te levo pela praia
Mesmo com a vaia de gente feia
Ipanema nos sorri
E agradeço baixinho ao Cristo,
Visto que Ele é o ouvido de Deus,
Por te ter ali
A pedra da Gavea nos chama
Vira logo cama
E a gente despenca sem para-quedas
E o medo de morte não aparece
Porque nosso amor amortece o choque
A gente levanta e dá mais um beijinho
E diz baixinho, um pro outro,
O quanto ama.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
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