Sobre estar só, eu sei
Nos mares por onde andei
Devagar, dedicou-se mais
O acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?
É como se fosse primavera
O choro existe, mas espera
Pra cair feito suor
É como uma nuvem deslocada
Cheia de sol na madrugada
Inspirando branca cor
Aponta pra fé e rema.
As avenidas, em linhas largas, transbordam em multidão. As ruas, de curvas magras, inventam a direção. O beco, não. É pequeno, egoísta, quer chamar atenção. Forte, fraco, carente e brigão. Todo mundo tem um beco. Um lugar deixado pra lá. Uma mania torta. Louca pra se mostrar. E não há nada mais gostoso. Do que quando, num segundo de olhar A gente descobre no outro. Um beco pra se morar.
terça-feira, 28 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Bárbara
Não vejo graça na bárbara graça do Rio
E até sorrio um sorriso capenga
Que de saudade já não há quem entenda
Melhor do que a fenda vigiando meus olhos
Digo; até sinto culpa pelo desdém
Mas, lugar nem ninguém tem beleza completa
Quiçá passos encantados de borboleta
Como ela tem
Vejo pouca graça na bárbara graça do Rio
Mas o navio do sorriso brilhante já aponta na Guanabara
E da fenda, saltitante abraço, quase concreto
De certo colorindo o caminho
Chegando enfim, calando os braços abertos
Me enchendo de carinho
E a bárbara graça do Rio se rende
E se estende para a graça de Bárbara
E a graça de Bárbara entende
Que sem ela não sou nada
E até sorrio um sorriso capenga
Que de saudade já não há quem entenda
Melhor do que a fenda vigiando meus olhos
Digo; até sinto culpa pelo desdém
Mas, lugar nem ninguém tem beleza completa
Quiçá passos encantados de borboleta
Como ela tem
Vejo pouca graça na bárbara graça do Rio
Mas o navio do sorriso brilhante já aponta na Guanabara
E da fenda, saltitante abraço, quase concreto
De certo colorindo o caminho
Chegando enfim, calando os braços abertos
Me enchendo de carinho
E a bárbara graça do Rio se rende
E se estende para a graça de Bárbara
E a graça de Bárbara entende
Que sem ela não sou nada
terça-feira, 16 de junho de 2009
Te pego pela mão pequena
Serena, sem tremor
A mais bonita que já vi
Te levo pela praia
Mesmo com a vaia de gente feia
Ipanema nos sorri
E agradeço baixinho ao Cristo,
Visto que Ele é o ouvido de Deus,
Por te ter ali
A pedra da Gavea nos chama
Vira logo cama
E a gente despenca sem para-quedas
E o medo de morte não aparece
Porque nosso amor amortece o choque
A gente levanta e dá mais um beijinho
E diz baixinho, um pro outro,
O quanto ama.
Serena, sem tremor
A mais bonita que já vi
Te levo pela praia
Mesmo com a vaia de gente feia
Ipanema nos sorri
E agradeço baixinho ao Cristo,
Visto que Ele é o ouvido de Deus,
Por te ter ali
A pedra da Gavea nos chama
Vira logo cama
E a gente despenca sem para-quedas
E o medo de morte não aparece
Porque nosso amor amortece o choque
A gente levanta e dá mais um beijinho
E diz baixinho, um pro outro,
O quanto ama.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Só digo o que se deve
Mesmo não devendo
Sinto que devo não calar
A dívida é grande com o coração
Ele me cobra com o vazio
Que parece nunca se esvaziar
Só não consigo dizer que te sinto
Mesmo! Não sentindo muito...
Porque muito é sempre pouco te dar
E te dou meu tudo
Menos meu amor
Pois meu amor é cego, surdo e mudo
E tenho que levá-lo pra passear
Mesmo não devendo
Sinto que devo não calar
A dívida é grande com o coração
Ele me cobra com o vazio
Que parece nunca se esvaziar
Só não consigo dizer que te sinto
Mesmo! Não sentindo muito...
Porque muito é sempre pouco te dar
E te dou meu tudo
Menos meu amor
Pois meu amor é cego, surdo e mudo
E tenho que levá-lo pra passear
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