O que nos faz acreditar, senão a qualidade de questionar?
O homem é burro por simplesmente ignorar as estrelas, o absoluto.
Um ser astuto, mas que delega o seu próprio comando a um ser barbudo,
dirigente do universo, mas que com toda a prosa e verso existente,
prefere a gente aqui, nesse planeta azulzinho minúsculo.
E, pasmem! Tem até concorrente.
Um ser descontente, que ao invéns de barba resolveu ter chifres.
É que, pra se ter barba, basta não aparar,
mas para ter chifres é preciso mentalizar!
Há!
Ora, enquanto o homem da terra não se der conta
de que é uma minúscula ponta de um corpo, uma célula,
nunca fará parte daquela verdadeira vida.
Que clama só por um amanhecer do ser humano.
É que pra ser humano, basta viver,
mas pra viver é preciso entender!
Há!
Entender que o Diabo é o próprio verbo, o susto,
o ego que nos faz subviver.
O que tem seu valor, claro, como uma ilusão.
Onde vivemos o agora.
Uma doença entre crentes e ateus.
Entender que somos o câncer ou a cura.
Entender que somos o corpo de Deus.
As avenidas, em linhas largas, transbordam em multidão. As ruas, de curvas magras, inventam a direção. O beco, não. É pequeno, egoísta, quer chamar atenção. Forte, fraco, carente e brigão. Todo mundo tem um beco. Um lugar deixado pra lá. Uma mania torta. Louca pra se mostrar. E não há nada mais gostoso. Do que quando, num segundo de olhar A gente descobre no outro. Um beco pra se morar.
terça-feira, 18 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Cinquenta e 2 mil anos
Eu olho ao redor,
certo de minha visão finita.
busco na fita da memória
alguma história aflita
algum drama
Não acho.
Pois nem abaixo, nem acima
desta rima pobre
que se chama vida
vive ainda o que nós somos
Trocamos os pés pelas mãos
e nos abraçamos
um abraço de banquete de marmita
nesta ilusão que não nos pertence
Não há.
Coisa mais bonita
é ser e só.
o que não nos limita,
corpo ou pó,
tu e eu,
pela lei universal
Temos todo o direito
e somos:
amor incondicional.
certo de minha visão finita.
busco na fita da memória
alguma história aflita
algum drama
Não acho.
Pois nem abaixo, nem acima
desta rima pobre
que se chama vida
vive ainda o que nós somos
Trocamos os pés pelas mãos
e nos abraçamos
um abraço de banquete de marmita
nesta ilusão que não nos pertence
Não há.
Coisa mais bonita
é ser e só.
o que não nos limita,
corpo ou pó,
tu e eu,
pela lei universal
Temos todo o direito
e somos:
amor incondicional.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Divagar Quase Pairando
De certo vi muito longe,
num divagar de monge, esse presente
que parece só meu
Mas se engana quem fala
que, "sê devagar e não resvala"
com a fé de um ateu
De certo não usei óculos de grau
muito menos fé,
pra diferenciar quem é pobre
ou filho de fulano de tal
E pouco me importa!
digo, e digo mesmo;
cego é quem não enxerga o meandro
e se banha de um mundo ao avesso
Cego é quem não vê que
o presente é de todos
aqui ou acolá
seja sozinho ou de bando
O presente é divagar quase pairando.
num divagar de monge, esse presente
que parece só meu
Mas se engana quem fala
que, "sê devagar e não resvala"
com a fé de um ateu
De certo não usei óculos de grau
muito menos fé,
pra diferenciar quem é pobre
ou filho de fulano de tal
E pouco me importa!
digo, e digo mesmo;
cego é quem não enxerga o meandro
e se banha de um mundo ao avesso
Cego é quem não vê que
o presente é de todos
aqui ou acolá
seja sozinho ou de bando
O presente é divagar quase pairando.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Alinhamento
Uni o verso.
Ao inverso do que disse.
Reparei crendice em todo canto
como se fosse música.
E o encanto se tornou túnica,
espanto, murmúria
Sondei a alma
na calma da certeza.
Reparei que era astuto em toda frase,
como se fosse a prosa
a base da destreza.
No momento do raio,
vi que o som era mudo,
e que viver é ponto de vista
Ou luto ou absoluto.
Ao inverso do que disse.
Reparei crendice em todo canto
como se fosse música.
E o encanto se tornou túnica,
espanto, murmúria
Sondei a alma
na calma da certeza.
Reparei que era astuto em toda frase,
como se fosse a prosa
a base da destreza.
No momento do raio,
vi que o som era mudo,
e que viver é ponto de vista
Ou luto ou absoluto.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Despertar
Quando amanhece no quintal do meu ser
sinto que viver
já faz parte de mim
E que é preciso bagunçar o final
pra que todo mal
seja limpo enfim
O amanhã é agora pra quer assim
E o que foi
não é nada além de mim
E não há saudade
todos somos eu você
A liberdade vem pra quem quiser se perder
Não há bondade pois a intenção já findou
Só o amor
que brotou do um.
sinto que viver
já faz parte de mim
E que é preciso bagunçar o final
pra que todo mal
seja limpo enfim
O amanhã é agora pra quer assim
E o que foi
não é nada além de mim
E não há saudade
todos somos eu você
A liberdade vem pra quem quiser se perder
Não há bondade pois a intenção já findou
Só o amor
que brotou do um.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Três Versos
Um mundo refletido no lago
nada na ilusão de ser só isso
um reflexo
Seu "eu" afogado nas partículas densas,
se debate, briga e odeia a si mesmo
um complexo
Não vê que, a qualquer hora,
pode voltar a ser o que é:
Um livro
não apenas três versos.
nada na ilusão de ser só isso
um reflexo
Seu "eu" afogado nas partículas densas,
se debate, briga e odeia a si mesmo
um complexo
Não vê que, a qualquer hora,
pode voltar a ser o que é:
Um livro
não apenas três versos.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Continente da Desilusão
E se amar for lucidez?
Viver um ano em três
mais leve que o ar, talvez?
É, eu tenho a impressão
de que o mundo sim é vão,
e corre pra esconder
você do meu querer
Mas não me entrego não!
Eu vim aqui te ver, olhar bem pra você,
pegar na tua mão e sentir que é ilusão
O esforço pra viver
não vai prevalecer.
Deixa meu amor ser barco à vela
e só quem sabe é ela o rumo desta embarcação
Porque a solidão da gente
se perdeu no continente da desilusão.
Viver um ano em três
mais leve que o ar, talvez?
É, eu tenho a impressão
de que o mundo sim é vão,
e corre pra esconder
você do meu querer
Mas não me entrego não!
Eu vim aqui te ver, olhar bem pra você,
pegar na tua mão e sentir que é ilusão
O esforço pra viver
não vai prevalecer.
Deixa meu amor ser barco à vela
e só quem sabe é ela o rumo desta embarcação
Porque a solidão da gente
se perdeu no continente da desilusão.
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