Escrevo como um manco
onde a tela é a casa
mas, falta sempre um móvel,
um papel em branco
Por isso hoje sou maneta
mas não sei caminhar,
sou careta, porém
só sei beber
Sou um tanso,
pois aprendo tanto vivendo
que me rendo ao teclado
É errado, eu sei,
mas tenho paciência
Sou um programa sem vinheta,
e digo que, punheta, seria a rima certa,
ou a que a multidão clamaria
Eu masturbo o verso
à revelia,
mas me falta pedra, papel e caneta
Me falta a teta
não o leite.
As avenidas, em linhas largas, transbordam em multidão. As ruas, de curvas magras, inventam a direção. O beco, não. É pequeno, egoísta, quer chamar atenção. Forte, fraco, carente e brigão. Todo mundo tem um beco. Um lugar deixado pra lá. Uma mania torta. Louca pra se mostrar. E não há nada mais gostoso. Do que quando, num segundo de olhar A gente descobre no outro. Um beco pra se morar.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Roupa Nova
Ainda hoje, um ano depois
te olho de longe,
pois mesmo de perto,
com o rosto colado
meu amor é um deserto,
horizonte
Meio azul colorado,
sul desnorteando,
meio Cabral no oceano
Meu amor por ti é sinceridade,
respeito, sorriso aberto na dor
pôr do sol nascendo,
tipo: "nada pode ser maior"
Se tiver um parágrafo ou uma linha,
só importa é que tua oração seja a minha
E que meu peito seja sempre a tua flor
onde cada pulsar seja um riso,
onde cada lágrima seja uma alegria
Arritmia de se construir uma casa;
tua asa batendo em sincronia
com a linha
Quadrada mil vezes,
mais um terço
do meu verso.
Te amo.
te olho de longe,
pois mesmo de perto,
com o rosto colado
meu amor é um deserto,
horizonte
Meio azul colorado,
sul desnorteando,
meio Cabral no oceano
Meu amor por ti é sinceridade,
respeito, sorriso aberto na dor
pôr do sol nascendo,
tipo: "nada pode ser maior"
Se tiver um parágrafo ou uma linha,
só importa é que tua oração seja a minha
E que meu peito seja sempre a tua flor
onde cada pulsar seja um riso,
onde cada lágrima seja uma alegria
Arritmia de se construir uma casa;
tua asa batendo em sincronia
com a linha
Quadrada mil vezes,
mais um terço
do meu verso.
Te amo.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Feliz aniversário pai
Inventei um país
onde os "is" não tem pingo,
mas tem chuva
Desconfiei, mas fiz
como quem quis bingo
e ganhou luva
Fui embora de casa,
pois, na tua asa
aprendi a voar
E digo que,
conheço da vida,
porque sei amar
Pelos pagos, pelas preces;
Por tudo que somos,
eu, meus irmãos, minha mãe
Um reino
Pelo país que criei,
eu teimo!
Quem manda no que entra e no que sai
é meu pai.
Meu rei.
E nada temo.
onde os "is" não tem pingo,
mas tem chuva
Desconfiei, mas fiz
como quem quis bingo
e ganhou luva
Fui embora de casa,
pois, na tua asa
aprendi a voar
E digo que,
conheço da vida,
porque sei amar
Pelos pagos, pelas preces;
Por tudo que somos,
eu, meus irmãos, minha mãe
Um reino
Pelo país que criei,
eu teimo!
Quem manda no que entra e no que sai
é meu pai.
Meu rei.
E nada temo.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Rock
Bom mesmo é passar por várias vidas numa só,
ser um simples camaleão sozinho
para, no caminho, desatar os nós
E nele ter a consciência sábia
de que, morre, se esquece e putrifica a lábia,
mas que a alma nunca será pó.
ser um simples camaleão sozinho
para, no caminho, desatar os nós
E nele ter a consciência sábia
de que, morre, se esquece e putrifica a lábia,
mas que a alma nunca será pó.
sábado, 25 de junho de 2011
Do que se pode.
Dito, calo-me
falo não,
quero não
Será?
Brado meu falo,
que nem fala,
como um cão
O quê acontece?
Chamo pra passear;
Tento, mas nunca em vão
Pois cabe na dispensa,
cabe no avião,
cabe até no coração
O sal que aumenta minha pressão
é o mal que alimenta a língua
que dita o que falo;
Brado!
Vinte minutos esgotam minha calma
E se me dizem que não posso,
esboço um sorriso
e canto minh'alma.
falo não,
quero não
Será?
Brado meu falo,
que nem fala,
como um cão
O quê acontece?
Chamo pra passear;
Tento, mas nunca em vão
Pois cabe na dispensa,
cabe no avião,
cabe até no coração
O sal que aumenta minha pressão
é o mal que alimenta a língua
que dita o que falo;
Brado!
Vinte minutos esgotam minha calma
E se me dizem que não posso,
esboço um sorriso
e canto minh'alma.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Oração
Invento não é palavra.
Pois me falta, logo agora
clara como é minha mente,
quente como meu coração,
a percepção de quem mora
mesmo com a certeza de quem já morou
E tombo cada vez que não acredito
e dito, no sonho, as peripécias de ser.
Eu. Você. Nós.
A percepção abandonou a certeza
da mente de gente que diz;
Que quente é o agora, mas falta
sempre "uma hora" pra ser feliz
Claro fica o coração,
quando a palavra é só adorno
e o silêncio é oração.
Pois me falta, logo agora
clara como é minha mente,
quente como meu coração,
a percepção de quem mora
mesmo com a certeza de quem já morou
E tombo cada vez que não acredito
e dito, no sonho, as peripécias de ser.
Eu. Você. Nós.
A percepção abandonou a certeza
da mente de gente que diz;
Que quente é o agora, mas falta
sempre "uma hora" pra ser feliz
Claro fica o coração,
quando a palavra é só adorno
e o silêncio é oração.
domingo, 24 de abril de 2011
Enfeite pra quem voa é chão
Deleite pra quem sofre? Não.
Meu balão contorna pedregulhos
e só dá carona pra quem, da lona,
despe o orgulho
Meu bonde é das canções sussurrantes
onde o vento é vocalista,
onde cor não é nenhuma
e o silêncio é mais melodia e menos barulho
Pra quem pisca e diz que vê mais
qualquer panela é tambor
Enfeite pra que doa é pão
Deleite pra quem sofre é amor.
Deleite pra quem sofre? Não.
Meu balão contorna pedregulhos
e só dá carona pra quem, da lona,
despe o orgulho
Meu bonde é das canções sussurrantes
onde o vento é vocalista,
onde cor não é nenhuma
e o silêncio é mais melodia e menos barulho
Pra quem pisca e diz que vê mais
qualquer panela é tambor
Enfeite pra que doa é pão
Deleite pra quem sofre é amor.
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