Uni o verso.
Ao inverso do que disse.
Reparei crendice em todo canto
como se fosse música.
E o encanto se tornou túnica,
espanto, murmúria
Sondei a alma
na calma da certeza.
Reparei que era astuto em toda frase,
como se fosse a prosa
a base da destreza.
No momento do raio,
vi que o som era mudo,
e que viver é ponto de vista
Ou luto ou absoluto.
As avenidas, em linhas largas, transbordam em multidão. As ruas, de curvas magras, inventam a direção. O beco, não. É pequeno, egoísta, quer chamar atenção. Forte, fraco, carente e brigão. Todo mundo tem um beco. Um lugar deixado pra lá. Uma mania torta. Louca pra se mostrar. E não há nada mais gostoso. Do que quando, num segundo de olhar A gente descobre no outro. Um beco pra se morar.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Despertar
Quando amanhece no quintal do meu ser
sinto que viver
já faz parte de mim
E que é preciso bagunçar o final
pra que todo mal
seja limpo enfim
O amanhã é agora pra quer assim
E o que foi
não é nada além de mim
E não há saudade
todos somos eu você
A liberdade vem pra quem quiser se perder
Não há bondade pois a intenção já findou
Só o amor
que brotou do um.
sinto que viver
já faz parte de mim
E que é preciso bagunçar o final
pra que todo mal
seja limpo enfim
O amanhã é agora pra quer assim
E o que foi
não é nada além de mim
E não há saudade
todos somos eu você
A liberdade vem pra quem quiser se perder
Não há bondade pois a intenção já findou
Só o amor
que brotou do um.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Três Versos
Um mundo refletido no lago
nada na ilusão de ser só isso
um reflexo
Seu "eu" afogado nas partículas densas,
se debate, briga e odeia a si mesmo
um complexo
Não vê que, a qualquer hora,
pode voltar a ser o que é:
Um livro
não apenas três versos.
nada na ilusão de ser só isso
um reflexo
Seu "eu" afogado nas partículas densas,
se debate, briga e odeia a si mesmo
um complexo
Não vê que, a qualquer hora,
pode voltar a ser o que é:
Um livro
não apenas três versos.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Continente da Desilusão
E se amar for lucidez?
Viver um ano em três
mais leve que o ar, talvez?
É, eu tenho a impressão
de que o mundo sim é vão,
e corre pra esconder
você do meu querer
Mas não me entrego não!
Eu vim aqui te ver, olhar bem pra você,
pegar na tua mão e sentir que é ilusão
O esforço pra viver
não vai prevalecer.
Deixa meu amor ser barco à vela
e só quem sabe é ela o rumo desta embarcação
Porque a solidão da gente
se perdeu no continente da desilusão.
Viver um ano em três
mais leve que o ar, talvez?
É, eu tenho a impressão
de que o mundo sim é vão,
e corre pra esconder
você do meu querer
Mas não me entrego não!
Eu vim aqui te ver, olhar bem pra você,
pegar na tua mão e sentir que é ilusão
O esforço pra viver
não vai prevalecer.
Deixa meu amor ser barco à vela
e só quem sabe é ela o rumo desta embarcação
Porque a solidão da gente
se perdeu no continente da desilusão.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Lua Cris
Se no embrião houvesse cor, palavra, gosto e liberdade
E a idade fosse, nada mais, que ruga vencida
Não suportariam as pontes, edifícios ou escadarias
Se não fossem as notas dos sapatos,
Os sobressaltos dos abraços cheios de melodia
Bastaria um dia
Ouvindo o que não há
Molhando o vazio do berço
Pra se criar o avesso
Um feto suicida
Pois o mundo é de carne,
A dor é divina
Mas, sem música, não há vida.
E a idade fosse, nada mais, que ruga vencida
Não suportariam as pontes, edifícios ou escadarias
Se não fossem as notas dos sapatos,
Os sobressaltos dos abraços cheios de melodia
Bastaria um dia
Ouvindo o que não há
Molhando o vazio do berço
Pra se criar o avesso
Um feto suicida
Pois o mundo é de carne,
A dor é divina
Mas, sem música, não há vida.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Lavoura
Coração meu
do escondido castelo teu
do meu sim, rainha
enfim, pensei
no não pisei,
amo mais, mas tanto, que não cabe na linha
e transborda do olhar
e me tira do chão, me faz calar
e enxergar em qualquer direção
eu mais tu, tu mais eu
um par
de mãos suadas,
dadas,
dedicadas a colher amor,
daquele mais novo embrião,
e cozinhar no vapor,
pra fazer chover palavra.
do escondido castelo teu
do meu sim, rainha
enfim, pensei
no não pisei,
amo mais, mas tanto, que não cabe na linha
e transborda do olhar
e me tira do chão, me faz calar
e enxergar em qualquer direção
eu mais tu, tu mais eu
um par
de mãos suadas,
dadas,
dedicadas a colher amor,
daquele mais novo embrião,
e cozinhar no vapor,
pra fazer chover palavra.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
E.T.
O silêncio é abrigo,
um umbigo pra quem só vê ombro,
o dobro de sorriso pra quem só chora,
embora o choro possa traduzir sorriso.
Nada disso funciona vendo de fora,
agora, sendo só espectador
A dor aí, amigo, vem de dentro
um moedor de sentimento, tudo vira ilusão
a oração passa de leão à traíra
num borrão
Que a mentira não sustenta a alma,
tão pouco a alma alicerça a razão.
Portanto, sejamos senhores de nós mesmo,
digamos não a TV, as tragédias, aos "amigos",
a corrupção
Digamos que fomos abduzidos
e ao invés de culpa e explicação,
trouxemos de volta a música,
a explosão interior
Ninguém mais é amador,
sabendo que a dor é mera colisão
que se repete sem fim
Onde a mente diz que não
e o coração diz que sim.
um umbigo pra quem só vê ombro,
o dobro de sorriso pra quem só chora,
embora o choro possa traduzir sorriso.
Nada disso funciona vendo de fora,
agora, sendo só espectador
A dor aí, amigo, vem de dentro
um moedor de sentimento, tudo vira ilusão
a oração passa de leão à traíra
num borrão
Que a mentira não sustenta a alma,
tão pouco a alma alicerça a razão.
Portanto, sejamos senhores de nós mesmo,
digamos não a TV, as tragédias, aos "amigos",
a corrupção
Digamos que fomos abduzidos
e ao invés de culpa e explicação,
trouxemos de volta a música,
a explosão interior
Ninguém mais é amador,
sabendo que a dor é mera colisão
que se repete sem fim
Onde a mente diz que não
e o coração diz que sim.
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